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Blinde seu smartphone para manter dados protegidos
Qua, 28 de Janeiro de 2009 04:45

A chegada do iPhone 3G ao Brasil deverá estimular o consumo de smartphones no país não só da marca Apple. Com maior procura por esse tipo de equipamento aumentará também a necessidade de os usuários adotarem medidas de seguranças para manter protegidos os dados pessoais e corporativos que carregam nesses dispositivos.

Os smartphones estão ganhando cada vez mais poder de processamento. Os que acessam redes 3G e Wi-Fi permitem acessar e-mails, inserir dados e arquivos pessoais, mantendo seus usuários conectados com suas empresas quando estão em trânsito. 

Para muitos executivos, este tipo de aparelho é a forma mais simples e discreta de levar seu trabalho para todos os lados. Alguns até preferem carregar seus smartphones ao invés de notebooks, dependendo da necessidade. Mas a facilidade da conexão rápida abre brechas de segurança que atraem crackers, prontos para aproveitar a desatenção dos usuários.

Brechas para invasões

Estes aparelhos carregam uma quantidade crescente de informações e que são, muitas vezes, sigilosas. A conexão pelos smartphones é mais uma porta de acesso a senhas pessoais, contas bancárias, agendas telefônicas e demais informações que podem ser monitoradas e aplicadas contra o usuário.

Segundo os especialistas em segurança, os criminosos virtuais sempre buscam vulnerabilidades nas plataformas mais utilizadas (como Microsoft Windows Mobile, Symbian OS e RIM) para criar e propagar novas ameaças, e se infiltrar no seu sistema. Portanto, é enorme a  preocupação das empresas com a confidencialidade de suas informações.

O risco aumenta à medida que o celular tem mais recursos. Normalmente, modelos com conexão Bluetooth, que permite a transmissão de dados entre aparelhos em curtas distâncias, são alguns dos mais sensíveis a incidentes de segurança, advertem os especialistas. Navegar pela internet através rede Wi-Fi também torna o smartphone vulnerável.

Vírus móveis

Os vírus para smartphones e suas formas de propagação são semelhantes à dos computadores. As pragas virtuais são arquivos executáveis que infectam o aparelho e enviam cópias para toda a lista de contatos a partir do número atingido.

No aparelho as ameaças também podem se espalhar por meio de downloads da internet, anexos de e-mails ou serviços MMS (mensagens multimídia), transferências via Bluetooth e acesso à redes Wi-Fi.

Um dos tipos de contaminação mais comum ocorre quando um celular baixa um arquivo infectado de um PC ou da web. Os malwares podem remover contatos da agenda do celular, efetuar e espionar ligações telefônicas.

As pragas virtuais podem também monitorar todos os seus arquivos, drenar a carga da bateria e até disseminar códigos maliciosos para outros aparelhos. Os vírus são capazes ainda de danificar o sistema operacional do celular, assim como ocorre nos computadores.

Ausência de antivírus

Por outro lado o mercado de softwares para proteção de aparelhos móveis ainda está engatinhando, apesar do aumento das vendas de dispositivos como o BlackBerry, da Research in Motion (RIM);  ou de smartphones da Nokia, Motorola, HTC e outros.

Um dos fatores para o crescimento lento é que, ao contrário do mundo dos computadores pessoais, no qual o sistema operacional Windows domina mais de 90% do mercado, ainda não surgiu uma plataforma dominante entre os aparelhos móveis.

Isso os torna menos atraentes para os crackers, devido ao trabalho para desenvolver tecnologias que permitam invadir múltiplos sistemas.

Mas a tendência é que essa prática mude. A maioria dos usuários de celular não possui software de segurança contra vírus e outras ameaças, revela estudo da F-Secure. Isso torna este mercado desprotegido muito atraente para os cibercriminosos.

Segundo o levantamento, 85% dos usuários de telefones móveis não têm nenhum software de segurança instalado. Mais de 75% destes usuários sabem que um vírus pode infectar um dispositivo wireless via Bluetooth, mas não instalam programas de proteção. Entre os entrevistados, 28% afirmaram usar seus smartphones para se conectar à web.

Por enquanto, a segurança para aparelhos móveis é vista como um recurso extra em programas criados para combater pragas virtuais em computadores pessoais e laptops, afirma Mike Haro, analista sênior da Sophos, produtora de software de segurança. “Mas isto está mudando. Os clientes estão começando a pensar que estratégia adotar para os celulares inteligentes”, afirma o executivo.

Esforço da indústria

Para minimizar estes problemas a Nokia está investindo em dois novos padrões de segurança para telefones celulares. A empresa assinou um contrato com a Pointsec Mobile Technologies para desenvolver um sistema de criptografia de dados para smartphones baseados nos modelos Nokia Series 60 e 80, que usam o sistema operacional Symbian, chamada Intellisync.

Segundo a fabricante, o sistema oferece diferentes formas de implementação de acordo com os diferentes portes de empresas e as próprias políticas de proteção. A plataforma compacta e criptografa as informações antes de enviá-las para os aparelhos móveis, reduzindo o tráfego de rede e aumentando a velocidade das sincronizações.

Estes aplicativos podem incluir desde proteção por senha, solicitada sempre que o aparelho permanece inutilizado por um determinado período, até a eliminação dos dados e bloqueio do terminal remotamente, para evitar que informações sigilosas sejam acessadas.

Com essa tecnologia, a Nokia espera reforçar a imagem de que seus aparelhos são seguros. Recentemente, foram descobertos vírus que atacam o sistema Symbian.

Henrique Freitas, gerente de marketing de produto da Motorola, afirma que a empresa se preocupa com a segurança deste tipo de equipamento e produz celulares sempre compatíveis com as opções de software de segurança do mercado. Porém, ele ainda acha muito difícil a quebra do sigilo das informações devido ao tempo e custo desta tecnologia.

“Em 2011, estimamos que os smartphones conquistarão uma fatia de 25% do mercado mundial de celulares, com cerca de nove milhões de terminais vendidos. Então esta é uma preocupação que ainda vai evoluir”, diz Freitas.

O executivo da Motorola acrescenta ainda que os terminais da marca trazem um sistema diferenciado de segurança nas conexões Bluetooth. A tecnologia pede uma confirmação ao usuário nas trocas de arquivos.

Rede protegida

Já a RIM adota em seus terminais  BlackBerry recursos de VPN (rede privada virtual) que cria espécie de “túnel” para isolar a comunicação entre a sua rede de dados e os terminais. Ou seja, os dados passam criptografados por um canal próprio da empresa, o que aumenta a segurança.

Outra opção utilizada pela RIM é de bloquear o smartphone quando ele não está sendo usado. Se um aparelho for roubado ou perdido, o administrador de TI pode travar e apagar as informações do BlackBerry instantaneamente, a partir de qualquer lugar, deixando-o completamente desabilitado.

De modo geral, os especialistas recomendam que em caso de suspeita de invasão e contaminação de seu smartphone o usuário tente remover a praga com um antivírus, ou restaurando as configurações de fábrica. Se nenhuma dessas ações resolver o problema, leve o celular a um serviço autorizado.

Cinco dicas para manter seu smartphone protegido:

1- Mantenha o Bluetooth desligado
Habilite esta função somente quando for usá-la, pois ela é uma das principais portas de entrada de malwares nos terminais móveis. Basta o usuário se aproximar de uma fonte contaminada para que ela tente se conectar ao dispositivo.

2- Nunca aceite SMS e MMS de desconhecidos
Verifique também os conteúdos recebidos de amigos. Os códigos maliciosos usam a lista de contatos do celular contaminado para enviar mensagens a outros.

3- Recuse aplicativos que chegarem por mensagem
Os vírus móveis geralmente precisam que o próprio usuário os instale nos aparelhos. Portanto, não ajude o inimigo. Normalmente, os malwares vêm camuflados em vídeos ou imagens e são executados quando o usuário abre o arquivo.

4- Cuidado com sites indicados 
Enganar o usuário para levá-lo a informar dados sigilosos em um site falso, tática chamada de phishing, também é usada em celulares. Desconfie de links que levam a páginas onde são pedidas informações pessoais e, principalmente, dados bancários.

5- Utilize software de proteção 
Assim como os micros, os celulares têm várias opções de programas de segurança, incluindo antivírus, firewall e antispam. Os principais produtores de software de proteção para PC também oferecem produtos para celulares, alguns pagos e outros gratuitos.

 

Fonte: WNews

 

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